quarta-feira, 7 de setembro de 2011

poema passageiro

dentro meu peito vivem animais
de garras dilacerantes.
dentro do meu peito batem asas
morcegos ou vampiros.
porquanto a dor nos consome as veias,
e o negro nos cobre as almas,
tudo é escuro, como a negritude.
vale-nos que nascerá da esterilidade
sempre
o sorriso de existir e poder sentir
que não há sentido na luz se não vivermos a escuridão.

3 comentários:

Maria disse...

é verdade, mas escusava de ser tão escuro... vamos amanhecê-lo e dar-lhe a claridade necessária.

M. disse...

You're all by yourself but you're not alone

xinola disse...

:) Que valor daríamos à luz se não conhecessemos a escuridão...? Se tudo fosse luz, arranjaríamos uma maneira de a banalizar e de encontrar uma qualquer falha que a "escurecesse"...