segunda-feira, 21 de março de 2011

poesia

nos meus versos não encontras
faunos, nem musas,
nos meus versos não cantam sereias,
nem há florestas clássicas inspiradoras.

não há decassílabos,
nem ritmo nem tónicas,

mas há fogo,
e há letras ígneas.
há lágrimas, sorrisos, choros e gritos.
nos meus versos não encontras formas,
apenas poesia.

sexta-feira, 4 de março de 2011

vencer (futuro do indicativo, futuro do conjuntivo)

eu vencerei tu vencerás ele vencerá
apenas e só se nós vencermos.

quinta-feira, 3 de março de 2011

- sem título -

é tão fecundo o vazio.

conjugar (presente do indicativo)

eu conjugo tu conjugas ele conjuga
nós conjugamos vós conjugais eles conjugam
todas as forças para vencer a lama
onde nos enfiaram o rosto.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

sem título

sombras e luz.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

vendavais do tempo

enquanto se esvai o tempo,
como areia de um deserto ao vento,
dobram-se cabos de tormentas,
redobram-se forças e revoltas.

que essa areia assentará sempre algures,
no futuro,
algures,
sempre.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

os vampiros

não nos basta saber
que nos roubam o pão,
que contra nós
conspiram escondidos
os parasitas e os assassinos.
não nos basta saber
que morrem de fome os nossos irmãos,
e que os homens livres morrem na prisão.

não nos basta saber que os vampiros
morrem quando páram de chupar-nos o sangue,
é preciso querer e fazer com que eles párem.