o sol hoje nasceu de noite
ou então não surgiu pela alvorada.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
- sem título -
amo as tuas palavras,
as tuas gotas de chuva sobre mim,
amo o teu sussurro pela noite,
a lua na janela enquanto me amas.
amo como me me amas sem fim.
as tuas gotas de chuva sobre mim,
amo o teu sussurro pela noite,
a lua na janela enquanto me amas.
amo como me me amas sem fim.
domingo, 3 de julho de 2011
- sem título -
enquanto me vejo ao espelho,
trespasso-me pela translucência
e só vejo a parede vazia atrás de mim.
um dia, surgirei opaco,
até lá trabalho a substância e o sangue
e deixo o ar respirar-me, sem fim.
trespasso-me pela translucência
e só vejo a parede vazia atrás de mim.
um dia, surgirei opaco,
até lá trabalho a substância e o sangue
e deixo o ar respirar-me, sem fim.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
alameda
ele passeou pela estreita alameda, sob a sombra das árvores. a pele dura recebeu o fresco e suavizou a sua aspereza.
os raios de sol tornaram-se mais e mais oblíquos, até que a lua surgiu por sobre as copas como coroa luminosa.
e entrecortada pelos passos, a luz, afirmava-se cada vez mais distinta, porque a escuridão se fechava mais densa.
os raios de sol tornaram-se mais e mais oblíquos, até que a lua surgiu por sobre as copas como coroa luminosa.
e entrecortada pelos passos, a luz, afirmava-se cada vez mais distinta, porque a escuridão se fechava mais densa.
terça-feira, 28 de junho de 2011
- sem título -
há dias em que é impossível escrever,
porque as letras fugiram.
talvez porque tenham abandonado as mãos,
ou fugido com a embriaguez dos dias felizes.
há dias em que é impossível escrever,
porque os versos se encravam na ponta dos dedos,
ou mesmo nas entranhas onde não se deixam ver.
há dias em que é impossível escrever,
porque a inspiração, talvez, se tenha ido dissolver
numa expiração.
há dias em que é impossível escrever
porque a vida te afoga em silêncio as estrofes,
porque a tinta da alma se te esvai,
e tu à distância, podes apenas ver a mancha
que ela deixa pelo caminho.
porque as letras fugiram.
talvez porque tenham abandonado as mãos,
ou fugido com a embriaguez dos dias felizes.
há dias em que é impossível escrever,
porque os versos se encravam na ponta dos dedos,
ou mesmo nas entranhas onde não se deixam ver.
há dias em que é impossível escrever,
porque a inspiração, talvez, se tenha ido dissolver
numa expiração.
há dias em que é impossível escrever
porque a vida te afoga em silêncio as estrofes,
porque a tinta da alma se te esvai,
e tu à distância, podes apenas ver a mancha
que ela deixa pelo caminho.
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